“Palhaço e vigarista”: jogos na Europa são marcados por protestos contra Textor; entenda

Bandeiras contra Textor são vistas nas partidas de Lyon, no sábado, e Crystal Palace, no domingo

Por Redação do ge — Londres https://ge.globo.com

John Textor não estava presente fisicamente nos jogos de Crystal Palace e Lyon, neste fim de semana, mas foi o assunto nas arquibancadas. O americano foi alvo de protestos dos torcedores com faixas e bandeiras que o chamaram de “palhaço” e “vigarista”.

No sábado, o duelo entre Lyon e Metz foi interrompido por cânticos ofensivos” da torcida do time da casa contra Textor. O jogo entre Crystal Palace e Nottingham Forest, no domingo, não foi paralisado, mas contou com protestos contra o americano. Entenda:

Lyon x Textor

 

John Textor renunciou à presidência do Lyon em junho deste ano. Esse movimento foi fundamental para o clube permanecer na primeira divisão do Campeonato Francês. O Lyon chegou a ser declarado rebaixado por problemas financeiros.

O americano vive um imbróglio com a Eagle Football Holding, conglomerado multiclubes do qual faz parte a SAF do Botafogo. Textor tenta comprar o clube carioca de volta.

O árbitro Eric Wattelier interrompeu o jogo do Lyon contra o Metz, quando o placar estava 2 a 0 para o time da casa, por alguns minutos. O sistema de som do Groupama Stadium pediu na sequência a paralisação de “cânticos ofensivos” e exibiu uma mensagem nos telões.

– (John Textor) é o vigarista de um sistema sem salvaguardas. Não à multipropriedade” – dizia uma faixa da torcida do Lyon contra Textor.

Crystal Palace x Textor

 

Os protestos não ficaram somente na França. Neste domingo, a torcida do Crystal Palace, da Inglaterra, também ficou na bronca com John Textor em uma bandeira levantada no duelo com o Nottingham Forest.

Campeão da FA Cup, o Palace perdeu a vaga na Liga Europa por ser do mesmo grupo do Lyon. Torcedores do clube londrino protestaram em uma bandeira contra o dono do Nottingham Forest, equipe que ficou com a vaga, e aproveitaram para chamar Textor de palhaço.

A faixa colocou Evangelos Marinakis, dono do Nottingham Forest, com uma mala de dinheiro na mão esquerda e uma arma na mão direita. Ele aponta para a cabeça de Gibbs-White, jogador do Forest que renovou nesta temporada após ser alvo de gigantes ingleses. O meia diz:

– Sr. Marinakis não está envolvido em chantagem, manipulação de resultados, tráfico de drogas ou corrupção.

 

Além disso, uma placa ironizava a decisão de tirar o Palace da Liga Europa, mostrando que o clube ganhou a vaga honestamente ao conquistar a FA Cup. John Textor aparece no fundo da imagem com uma roupa de palhaço.

Palace fora da Liga Europa

 

O Tribunal Arbitral do Esporte tomou a decisão de não permitir o Crystal Palace na Liga Europa de 2025/26. A proibição se baseia na classificação do Lyon para a mesma competição. Os dois clubes possuem participação de John Textor, e não podem disputar os mesmos torneios.

Textor afirmou que não tem influência nas decisões do clube inglês, mas a Eagle Football Group é dona de 77% das ações do Lyon. Além disso, Textor vendeu em junho cerca de 43% da propriedade do Crystal Palace para Woody Johnson, dono do New York Jets. Só que o regulamento da Uefa estabeleceu como prazo para comprovação de estruturas multiclubes o dia 1º de março.

– Após analisar as provas, o Painel concluiu que John Textor, fundador da Eagle Football Holdings, tinha ações no CPFC e no OL e era membro do Conselho com influência decisiva sobre ambos os clubes na data da avaliação da UEFA. O Painel também rejeitou o argumento do CPFC de que recebeu tratamento injusto em comparação com o Nottingham Forest e o OL. O Painel considerou que os Regulamentos da UEFA são claros e não oferecem flexibilidade aos clubes que não estejam em conformidade na data da avaliação, como alegou o CPFC – publicou o tribunal.

O clube de Londres queria a readmissão na Europa League, e a não entrada do Nottingham Forest, que o substituiu pelos critérios de classificação na Premier League. O Crystal Palace solicitava disputar a Liga Europa na vaga do Lyon, que terminou em sexto lugar no Campeonato Francês.